Estão praticamente definidas as contas sobre aqueles que farão parte da chamada Final Four da liga CTT que terá lugar ainda este mês, no Algarve. Aquilo que parecia ser um “passeio”, feito à medida, para os ditos três grandes chegarem à fase final, acaba por transformar-se numa verdadeira “catástrofe”, eivada de peripécias muito peculiares e muito próprias dos nossos dirigentes que afundam, cada vez mais, este já pobre futebol português.
Entretanto é já amanhã, aqui em Guimarães, que se retoma o
Campeonato com um vibrante Vitória – Benfica que todos os interessados pelo
futebol querem ver – é o tal jogo que pode determinar quase tudo sobre as
grandes decisões que se avizinham. E será também, na minha opinião, uma excelente
oportunidade para, entre várias outras, podermos aquilatar sobre o real valor
do nosso Vitória, num momento tão importante como este, em que muito
provavelmente se “mexerá” no plantel do Clube. Será ainda uma das maiores
festas do futebol, por estas bandas, com todos os ingredientes para um grande
espectáculo – é, desde logo, jogado num estádio onde, contrariamente ao
habitual, o Benfica não terá a maioria dos adeptos do seu lado (será aqui, no
Dragão e em Alvalade); é o momento, o local e os nossos adeptos que, fundidos
num só elemento, propiciarão, com certeza, movimentos de luz, de cor e de
cantos que farão, uma vez mais, arrepiar e fazer “inchar o peito” destes
enormes vitorianos; se o Vitória ganhar, como espero, provocará o verdadeiro
relançamento do Campeonato, tanto ao nível da questão do título, como ao da
nossa intromissão nos lugares do pódio.
Este jogo será também para mim, e permitam-me esta
inconfidência, uma espécie de homenagem muito especial ao meu amigo Rui Vitória
por tudo aquilo que fez e, sobretudo, por tudo aquilo que foi aqui, ao serviço
do meu, do nosso Vitória! Este é mais um dos muitos “esquecidos” na recuperação
financeira do Clube! E que ajuda, meus caros amigos! Um dia eu conto-vos…
Rui Vitória chegou ao Benfica com toda a naturalidade. Para
quem o conhece sabia que aquele lugar lhe estava “destinado”, era uma questão
de tempo. Rui é uma pessoa que sabe bem o quanto custa subir na vida – nada do
que conseguiu até agora lhe “caíu” do céu, a não ser a morte precoce dos seus
pais, num momento de construção da sua personalidade.
Há coisas na vida que nos faz reflectir muito sobre o que
fazemos por cá, se há missões e sinais, se nos limitamos a “seguir” a nossa
condição de mortais… e esta de ter perdido os pais ainda muito jovem, assim e
de repente, logo os dois de uma só vez agudiza, interroga, martiriza/pacifica,
cria felicidades e afasta “invejas”, fortalece…
E, de repente, vem-me à memória outra vez, aquela frase já
célebre de Pedro Chaga Freitas que diz que “as grandes pessoas aumentam as que
estão á sua volta. Porque os grandes que são mesmo grandes não têm medo de quem
é grande. Já os pequenos com a mania que são grandes têm um medo incrível
daquele que eles sabem bem que é grande. E aí atacam-no, tentam destruí-lo”. A
estes chamam-se minorcazinhos…são uns “pequeninos e agora outros mais
grandinhos” que por aí andam, até ver, digo eu!
Até para a semana!

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